quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Artigo
INCENTIVO AO HÁBITO DA LEITURA

Chalina Santana da Silva Nobre*


RESUMO: Este trabalho apresenta elementos do projeto de intervenção que teve como principal objetivo contribuir para o trabalho de reforço escolar com os alunos que foram selecionados por suas professoras com o diagnóstico de dificuldade de aprendizagem em leitura e escrita. Esses alunos reúnem-se na biblioteca com a bibliotecária que se dispõe a realizar esse trabalho com metodologia orientada pedagogicamente pelas professoras que consiste em fazer exercícios de escrita com textos de cartilhas e leitura dos mesmos. Este projeto contribuiu com pesquisa de material didático, liderança de jogos pedagógicos, exibição de vídeos, apresentação de teatro com fantoches e contação de histórias.


PALAVRAS-CHAVES: Leitura, escrita.

1 INTRODUÇÃO

Relata o projeto desenvolvido em 1 biblioteca da escola de ensino fundamental de Porto Velho. Objetivo centrado em desenvolver atividades de incentivo à leitura de forma integrada ao processo de ensino-aprendizagem. A revisão de literatura concentra-se sobre atividades de incentivo a leitura na biblioteca escolar. Apresenta as atividades desenvolvidas com as crianças. Os resultados mostram mudanças do corpo docente referente aos serviços prestados pela biblioteca e reconhecem a importância da biblioteca no incentivo da leitura.
Neste trabalho uma reflexão aos profissionais de educação envolvidos com a tarefa não só de ensinar, mas preparar o indivíduo, sobre a importância da formação de conceitos de leitura para cidadãos participantes e conscientes de sua atuação na sociedade. Por compreender a oportunidade que o ambiente escolar traz, para ensinar a leitura como uma fase formativa do ser humano, que em interação com as demais atividades sociais, cria as diferentes possibilidades de construção e reconstrução de conceitos sobre as coisas do mundo e incentivo ao hábito de leitura aos educandos nessa e em outras instituições de ensino. Considerando, o desenvolvimento dos educandos na leitura e na escrita que se constitui a partir da natureza e da qualidade da relação que o vai se estabelecendo, ao longo do trabalho pedagógico, com o material escrito, seja direta (lendo por si mesmo) ou indiretamente (leitura do outro para si). Nesse sentido, quando pensamos em contribuir na dificuldade desses alunos, ficamos atentos não somente aos eventos de letramento de que o sujeito participa na escola, mas também ao contexto social, político, cultural e afetivo que permeia as relações deles com a leitura e a escrita.
Em todos os discursos sobre o incentivo a leitura, tenho percebido a preocupação do compromisso da escola que é o principal ambiente de estímulo não só físico como nas relações interpessoais para o desenvolvimento desse trabalho.
É nesse contexto de construção de significados e sistemas simbólicos que se encaixam a leitura e a escrita. Na realidade da educação brasileira acredito que há uma distância grande ainda do ideal que muitos escritores e amantes da leitura almejam e do que os pesquisadores e educadores conhecem infelizmente, a perspectiva é que os trabalhos realizados nesse aspecto tragam uma mudança relevante.
“Mas a escola tem a responsabilidade de ensinar a criança a ler e também despertar lhe o gosto pela leitura. Esta é uma tarefa difícil, mas não impossível.” (Lusmar, 2007 P. 01).
Desenvolver um trabalho como este exige compromisso com a educação com vistas a criar um interesse pela leitura no aluno a partir da integração com os livros e da relação interpessoal na escola.


2 DESENVOLVIMENTO

Na fase do diagnóstico verifiquei um trabalho de reforço com leitura e escrita feito na biblioteca programado pela direção e orientado pelas professoras, executado por uma funcionária sem a adequada capacitação acadêmica.
Nesse trabalho de reforço, notei que a maior necessidade era na realização das atividades que se observa uma desatualização na metodologia usada pela docência o que provoca consequentemente um desestímulo nos alunos.
De Paula, De Paula & Silveira (2008, p.01) afirmam:

Na pressa de estar em sintonia com as inovações, a Escola desconsidera os processos formadores de aprendizagem, limitando-se a investir na circulação de imagens e deixando de observar a qualidade dos textos que oferece aos seus alunos como fonte de leitura, promovido no seu espaço. Priorizando a substituição do conhecimento por informação, a Escola se descompassa e, sem formar leitores críticos ou incutir o hábito da leitura, prepara mal o cidadão que escreverá o “texto futuro”, que escreverá e perpetuará a nossa história.

Percebi utilização de repetição de palavras e leitura aleatória sem contextualização isso dispersava a atenção dos alunos. Que sentiam a falta de atividades lúdicas e interessantes que é muito importante nessa fase para o desenvolvimento cognitivo. Foi possível fazer essa observação a partir das orientações da professora dessa disciplina Edna Cordeiro que nos trouxe em cada aula presencial uma reflexão como de Isaac Newton, “Se fui capaz de ver mais longe é porque estava de pé nos ombros de gigante”. Reflexões seguidas por orientações que me capacitou para elaboração desse artigo, assim como em outros trabalhos que somos orientados com muita competência da professora Edna, destacando a postura da pedagogia social que implica a arte da aproximação, nos motivando a discutir sobre situações da realidade social, cultural e afetiva do educando. Discussões que trouxe muitas vezes, conhecimento de ações contrárias ao desenvolvimento educacional conforme a teoria da Educação Brasileira.
Com esta pauta e baseada em várias leituras, determinei os aspectos que devia destacar, com vistas a desenvolver um trabalho aproximado ao da pedagogia social.
Consernente a afirmação de Araci e Úrsula. “A biblioteca infantil ou escolar deveria ter como uma atividade de rotina ler histórias para crianças”.
Organizei-me junto ao trabalho de auxílio no horário de reforço com a contrubuição de atividades de leitura como: contação de história, exibição de vídeo de história infantil, monitoramento de jogos e brincadeiras pedagógicos baseada em pesquisa bibliográfica e artigos acadêmicos. Afirmam em “Constituição do leitor” o grupo acadêmico que o desenvolveu.
O autor do livro também ressalta que para um aprendizado eficaz, o aluno não deve ser reduzido ao estado de objeto, recebendo as palavras prontas e tendo que fazer conteúdos a partir de algo imposto pelo professor. O aluno tem que ser o sujeito de sua alfabetização.
Assim, para que a leitura e a escrita não sejam mecânicas (memorização de signos) é preciso que o aprendizado esteja ligado à tomada de consciência de uma situação real e vivida pelo aluno. É ele que dará sua significação às palavras. A leitura é um tipo de mediação, pois o livro é um instrumento que transmite não só a cultura, mas que também pode, como no caso das histórias infantis, estimular a imaginação da criança e fazer com que ela perceba as maneiras diferentes de se interpretar uma história.

Acredito que o leitor não deve ser considerado objeto e sim ser crítico capaz de formar sua alfabetização a partir do que entendeu da leitura que fez e não só reproduzir signos. Mas dar significados ao que ler e escreve, assim desenvolvendo não somente a capacidade de ler e escrever, mas também de decifrar informações, a escola e o professor são mediadores neste processo.
As atividades foram executadas em parceria com o horário do reforço, com a aplicação de técnicas de incentivo a leitura.
César Souza, autor de "Você é o líder de sua vida", afirma que o papel do líder educador é despertar nos outros o desejo para aprender algo. Não é ensinar. É ajudar os outros a aprender. Assim, cabe ao educador criar um clima de aprendizagem, com comportamentos, hábitos, mecanismos que ajudem os outros a aprender.
Muitas vezes realizamos leitura com produção de texto e também instigamos os alunos a procurarem textos que achassem interessantes, durante a realização, as crianças tiveram a oportunidade de exercitarem-se na descoberta da leitura, interagindo, estimulando a
imaginação e entrando em contato com o livro, desenvolvendo, assim, o gosto pela leitura. Além disso, trabalharam em grupos e brincaram com jogos pedagógicos, todas essas atividades incentivam ao aluno a ser um leitor crítico selecionando suas próprias leituras relacionando-as com seu cotidiano. Mostrando que as orientações da professora não significam imposições mas direcionamentos, para que eles sintam indepedência na busca do conhecimento e respeito quanto ao trabalho docente.
A idéia central dessas atividades estava em levar a criticidade ao aluno através da leitura. A escola deve ajudar a criança a tornar-se leitor dos textos que circulam no social e não limitá-la à leitura de um texto pedagógico, destinado apenas a ensiná-la a ler. As atividades que estimulam o hábito da leitura, o conhecimento dos diferentes tipos de fontes informacionais (livros, revistas, dicionários, entre outras) e a utilização metódica para obtenção de material bibliográfico são fatores que influenciam o aprendizado nos seus diversos momentos da vida, em conseqüência outras atividades como feira de leitura e teatro podem ser organizadas a partir da coleta de informações dos próprios alunos em debates sobre o que leram.


3 CONCLUSÃO

Acredito ter passado a mensagem de que pode-se mostrar a todos os integrantes das escolas, a importância da leitura na formação de um cidadão. Assim sendo, a biblioteca consequentemente deve passar a ser um elo de ligação entre alunos e professores, tornando-se uma importante ferramenta de ensino-aprendizagem. O hábito da leitura deve ser estimulado nos primeiros anos de vida escolar. Porém é impossível negar que a maioria das escolas lamentavelmente ainda não possui infra-estrutura desejável para a conscientização do hábito da leitura, nessa expectativa optar pela postura crítico-educativa implica uma arte da aproximação com o cuidado de manter a relação com um caráter pedagógico.
Na Instituição do projeto mostra uma relevância nesse critério, tendo proporcionado com direção da equipe gestora pedagógica na biblioteca um ambiente agradável e estimulador com o trabalho de reforço em leitura e escrita, na organização da biblioteca que com subsídios como brinquedos pedagógicos e cantinho da leitura contribuem e apóiaram o trabalho docente no processo ensino- aprendizagem.
Durante o desenvolvimento das atividades na biblioteca, observou-se uma mudança do tratamento dos professores sobre a biblioteca escolar. A biblioteca passou a ser vista não só como um local para aprender, porque contem informações e conhecimento, ou um lugar só para guardar livros, mas também com prazer. Foi possível verificar a mudança referente aos serviços prestados pelo profissional bibliotecário, onde se destaca o envolvimento deste profissional com o processo pedagógico existente na escola, onde todos podem colaborar.
Houve, portanto, uma conscientização da importância da leitura, pois estas atividades estimulam a criatividade e tornam o aluno um cidadão mais crítico.

REFERÊNCIAS

ARAÚJO, da Silva Duarte Lusmar, Incentivo a Leitura. Disponível em: http://www.escoladventista.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=72&Itemid=80.

DE PAULA, Elaine; De Paula Giovani; Gonçalves José Luiz. A Importância da Leitura na Educação Infantil e Séries Iniciais Como Instrumento de Informação, Aprendizagem e Lazer.
FURASTÉ, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o Trabalho Científico Elaboração, Formatação e Explicitação das Normas da ABNT.14. ed. Porto Alegre: [s.n], 2006.
ANDRADE, de Isaltina Araci; Blattmann Úrsula, ATIVIDADES DE INCENTIVO À LEITURA EM BIBLIOTECAS ESCOLARES

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

PROJETO DE INTERVENÇÃO

PROJETO DE INTERVENÇÃO


1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
Escola Municipal de Ensino Fundamental Olavo Pires.

1.1TÍTULO DO PROJETO
Incentivo ao hábito da leitura.

1.2 ENDEREÇO
Rua Andréa,5039 –Bairro Aponiã.

1.3 DIREÇÃO
Alzira Barros

1.4 PERÍODO DE EXECUÇÃO
05/09/2008 a 30/09/2008.

2 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA ACADÊMICA

2.1 INSTITUIÇÃO
Faculdade de Ciências Administrativas e Tecnologia – FATEC-RO.
2.2 Curso: Pedagogia
2.3 Habilitação: 6º período
2.4 Docente: Edna Cordeiro
2.5 Acadêmica: Chalina Santana da Silva Nobre

3 DIAGNÓSTICO

3.1 ASPECTOS: GEOGRÁFICO E FÍSICO

A escola encontra-se no bairro da zona norte na cidade de Porto Velho – RO, é uma área muito urbanizada, no entorno da escola há iluminação pública, asfalto, calçada, na rua Andréa que faz esquina com a Av. Calama onde há um semáforo e também há um campo de futebol nas proximidades.
O prédio não é novo mas está bem conservado é todo murado, com 7 salas de aula que possuem ventiladores e boa iluminação; biblioteca com ar-condicionado, 1 televisão e 2 aparelhos de DVD e amplificador; 1 secretaria que tem ar-condicionado mas está com defeito e também 1ventilador funcionando, 1 computador com impressora, 1 banheiro para os funcionários ; sala da diretoria com 1 ar-condicionado, 1 freezer, 1 geladeira 1 computador e impressora em bom estado de conservação; cozinha com fogão, geladeira e armário; depósito de merenda com 1 freezer; sala de professores com ar-condicionado; banheiros feminino e masculino para os alunos; bebedouro, a maioria está em ótimo estado de conservação e funciona tecnicamente; pátio coberto com mesas de refeitório, vários cartazes com informações e com tabalhos dos alunos.

3.3 ASPECTOS ADMINISTRATIVO, PEDAGÓGICOS E SOCIAIS

O corpo técnico é composto pela diretora, que foi eleita pela comunidade escolar, vice-diretora, supervisoras, orientadores, secretária e auxiliares de secretaria, merendeiras e professores. Os recursos financeiros são administratados pela diretora com a colaboração dos funcionários.


4 JUSTIFICATIVA

Neste trabalho uma reflexão aos profissionais de educação envolvidos com a tarefa não só de ensinar, mas preparar o indivíduo, sobre a importância da formação de conceitos de leitura para cidadãos participantes e conscientes de sua atuação na sociedade. Por compreender a oportunidade que o ambiente escolar traz, para ensinar a leitura como uma fase formativa do ser humano, que em interação com as demais atividades sociais, cria as diferentes possibilidades de construção e reconstrução de conceitos sobre as coisas do mundo e incentivo ao hábito de leitura aos educandos nessa instituição.0

4.1 PRINCIPAIS DEMANDAS DO PROJETO
Alunos do ensino fundamental do turno vespertino.

5 FOCO ESTRATÉGICO

Desenvolver atividades relativas a leitura com alunos do1º e 2º ano do ensino fundamental do turno vespertino.

6 OBJETIVOS

6.1 OBJETIVO GERAL

Realizar atividades de incentivo ao hábito da leitura para alunos do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental.

6.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Realizar tarefas de reforço com leitura e escrita com os alunos do 1º e 2º ano do ensino Fundamental.
Executar atividades de leitura, como contações de histórias, produção de textos e debates relacionados a estes.

7 RESULTADOS ESPERADOS

Que os 24 alunos do 1º e 2º ano atendidos por este projeto sintam-se motivados a realizarem as atividades escolares e que desenvolvam as capacidades de leitura e escrita.

8 METODOLOGIA

• Auxílio no horário de reforço;
• Contação de história;
• Apresentação de vídeo de história infantil;
• Monitoramento de jogos e brincadeiras.

9 CRONOGRAMA

DATA AÇÃO RECURSO
11/09 a 17/09/08 Atividades de leitura e escrita -
18/9/08 Exibição de vídeo e teatro com fantoches -
22/09/08 Atividades de leitura e escrita _
23/09/08 Atividade com jogos pedágogicos -
24/09/08 Atividade de leitura -
25/09/08 Brincadeiras pedagógicas -
26/09/08 Atividade de escrita -
29/09/08 Exibiçao de vídeo -
30/09/08 Atividades de reforço com leitura -


REFERÊNCIAS

De Paula Elaine; De Paula Giovani; Gonçalves José Luiz. A Importância da Leitura na Educação Infantil e Séries Iniciais Como Instrumento de Informação, Aprendizagem e Lazer. Disponível em
Furasté, Pedro Augusto. Normas Técnicas para o Trabalho Científico Elaboração, Formatação e Explicitação das Normas da ABNT.14. ed. Porto Alegre: [s.n], 2006.

Pereira Elinéia Silva, Pereira Luana dos Santos, Monografia Leitura: Produção escrita e conhecimento, 372.4/ S 586 i, Porto Velho. 2006 – FATEC -RO.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

7 saberes necessários -Edgar Morin

Introdução sintética

Morin inicia, dizendo que a educação ensina conhecimentos e saberes. Porém nunca se ensina o que é o conhecimento, onde o seu maior problema é o erro e a ilusão.
Traduzindo que todo conteúdo que é repassado, pode existir um erro na sua reconstrução.
Porque o ensino fragmentado, sem contexto esclarecido, impede a capacidade de aprendizagem.
Morin diz: “Não se pode conhecer as partes sem conhecer o todo, nem conhecer o todo sem conhecer as partes”.
Portanto o indivíduo não pode viver sem interagir, porque faz parte da sociedade e a sociedade somos nós.
E para que isso aconteça é necessário convergir todas as disciplinas conhecidas para a identidade e condição humana.
Porque segundo o autor, a historia tem que ser ensinada pois houve muitas coisas inesperadas e não temos certeza do futuro.
Dentro dessa analise conhecer o nosso planeta e os processos de todas as ordens, econômicas, ideológicas, sociais é difícil e complexo é verdadeiro desafio para o conhecimento.
Mas é importante com toda essa complexidade universal o individuo preparar-se e ter consciência social que o leva a cidadania e a exercer sua responsabilidade.
A ética do gênero humano está se desenvolvendo a partir da união e ao mesmo tempo da fragmentação do planeta, quem sabe ao superarmos esse caos talvez começaremos a civilizar a terra.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Resenha do 3º cap. de didática - Libâneo

Teoria da instrução e do ensino


¹Chalina Santana Nobre
Elisângela Costa Brizard


O autor aborda, em especial, os vínculos da didática com os fundamentos educacionais. A didática como atividade pedagógica escolar, ou seja, como mediação escolar entre objetivo e conteúdos do ensino. Tem como termos fundamentais, os objetivos sócio-pedagógicos, os conteúdos escolares, os princípios didáticos, os métodos de ensino aprendizagem, as formas organizadas, do ensino, aplicação de técnicas e recursos, controle e avaliação da aprendizagem.
O objetivo de estudo é o processo de ensino que é uma conseqüência de atividade do professor e dos alunos com resultado de assimilação de conhecimentos e habilidades.
O processo didático está relacionado entre ensino e aprendizagem com elementos constitutivos da didática que são os conteúdos das matérias, ação de ensinar, ação de aprender.
Para continuar nossa pesquisa vemos aqui algo sobre tendências pedagógicas no Brasil a tradicional e progressivista.
A tradicional vê a didática como uma disciplina normativa, com regras e procedimentos padrões, centrando a atividade de ensinar no professor e usando a palavra como o principal recurso pedagógico já a progressivista entendida como direção da aprendizagem, o aluno é o sujeito desse processo e o professor deve oferecer condições propícias para estimular o interesse dos alunos, podemos observar que a finalidade de ensino é determinada pelos principais objetivos da atuação docente que deve observar se o desenvolvimento do aluno está de acordo com o resultado esperado.
Para que consiga bons resultados o professor deve ter conhecimento do planejamento escolar que no texto o autor levanta os principais pontos, ajudar o aluno a fazer uma assimilação da educação escolar com o contexto de vida, dominar o conteúdo e fazer uma relação com a vida prática, ter capacidade de dividir a matéria em módulos, conhecer as características sócio-culturais e individuais dos alunos, ter domínio de métodos de ensino (não adianta ter conhecimento de conteúdos sem saber como ensinar) ter conhecimento dos programas oficiais, manter-se bem informado ou atualizado. A direção de ensino e aprendizagem requer outros procedimentos do professor e para a avaliação os procedimentos ainda são outros. O profissional deve exercita o pensamento para descobrir constantemente as relações sociais reais que envolvem sua disciplina e a sua inserção nesta sociedade globalizada, ou seja, o aluno deve entender a associação do que está aprendendo e para que serve no seu cotidiano.
O professor deve estimular o aluno a utilizar o aprendizado escolar na vida pratica assim estimulando o interesse individual.

Fonte: DIDATICA, José Carlos Libâneo, ed. Cortez,1994.
1 Acadêmicas do 4º período de Pedagogia da FATEC-RO.


Porto Velho, 18 de agosto de 2007.

gestão democrática

Caderno 5: O diretor, o Conselho Escolar e a gestão democrática na escola



Como vimos, a efetivação de uma lógica de gestão democrática é sempre processual e, portanto, permanente vivência e aprendizado. É um processo eminentemente pedagógico, que envolve, entre outros, o conhecimento da legislação, a discussão e a participação nas modalidades de provimento ao cargo de dirigente escolar, a implantação e consolidação de mecanismos de participação, tais como Conselho Escolar.
Em uma unidade escolar, normalmente, o diretor assume o papel de coordenador das atividades gerais da escola e, nesse sentido, assume um conjunto de responsabilidades a serem partilhadas com os diferentes segmentos da escola. Há alguns anos, o diretor centralizava em suas mãos a tomada de decisões e pouco partilhava com as comunidades local e escolar. A complexidade das tarefas de gestão e organização da escola, o avanço teórico-prático da educação e de sua gestão, a democratização das relações escolares e a rediscussão das formas de escolha dos diretores começam a interferir nessa lógica tradicional de gestão. Isso quer dizer que a organização e a gestão da escola passam a ser assunto dos diferentes segmentos que compõem as comunidades local e escolar. Nesse cenário, questões como avaliação educacional, planejamento escolar, calendário, projeto político-pedagógico, eleições, festas e muitas outras atividades e decisões contam com a participação cada vez maior dos pais, dos estudantes, dos professores, dos funcionários, entre outros.
Essas mudanças acarretam a necessidade de se pensar o processo de organização e os mecanismos de participação na escola e, ainda, de estruturar a gestão com a participação de outros membros além do diretor. Nessa direção, algumas escolas passam a ter uma equipe gestora, contando com coordenadores, supervisores, vice-diretor(es), professores etc., que trabalham coletivamente com o diretor, buscando soluções e alternativas para melhorar o funcionamento das escolas.
Mas não é só isso. Muitas escolas têm experimentado o fortalecimento do Conselho Escolar como espaço de decisão e deliberação das questões pedagógicas, administrativas, financeiras e políticas da escola. Ou seja, essas escolas vêem o Conselho Escolar como um grande aliado na luta pelo fortalecimento da unidade escolar e pela democratização das relações escolares.
O processo de democratização da escolha de diretores tem contribuído para se repensar a gestão escolar e o papel do diretor. Há uma tendência crescente de entender o diretor como líder da comunidade e como gestor público da educação e não como mero representante ou preposto de um determinado governo. Refletindo sobre os diretores eleitos, Paro afirma que
parece que o diretor consegue perceber melhor, agora, sua situação contraditória, pelo fato de ser mais cobrado pelos que o elegeram. Esse é um fato novo que não pode ser menosprezado. À sua condição de responsável último pela escola e de preposto do Estado no que tange ao cumprimento da lei e da ordem na instituição escolar, soma-se agora seu novo papel de líder da escola, legitimado democraticamente pelo voto de seus comandados, que exige dele maior apego aos interesses do pessoal escolar e dos usuários, em contraposição ao poder do Estado. Isto serviu para introduzir mudanças na conduta dos diretores eleitos, que passaram a ver com as solicitações de professores, funcionários, estudantes e pais” (PARO, 2001, p. 69).


Esse processo de mudança, que amplia o estabelecimento de ações compartilhadas na escola e fortalece a forma de organização coletiva, com a estrutura de equipe gestora, e a criação e atuação dos Conselhos Escolares têm se mostrado um dos caminhos para se avançar na democratização da gestão escolar. Nessa direção, definir claramente as atribuições e o papel político da equipe gestora e do Conselho Escolar é fundamental. De igual modo, é necessário destacar as atribuições comuns das duas instâncias e suas formas de articulação político-pedagógica.
A esse respeito, Paro (2001, p. 81-82) afirma que,
inteirado o conselho numa política mais ampla da gestão escolar, parece que outra importante questão a ser enfrentada refere-se à necessidade de uma definição mais precisa de suas funções, dotando-o de atribuições e competências que o tornem coresponsável pela direção da escola, sem provocar choque de competências com o diretor [...]. Uma solução que se poderia imaginar para essa questão é a de dotar o conselho de escola de funções diretivas, semelhantes às que tem hoje o diretor. Dessa forma, o responsável último pela escola deixaria de ser o diretor, passando a ser o próprio conselho, em co-responsabilidade com o diretor, que dele também faz parte. A vantagem desse tipo de solução é que o conselho, na condição de entidade coletiva, fica menos vulnerável, podendo tomar medidas mais ousadas, sem que uma pessoa, sozinha, corra o risco de ser punida pelos escalões superiores. Supõese que, assim, o dirigente da escola (o conselho) detenha maior legitimidade e maior força política, posto que representa todos os setores da escola. Seu poder de barganha e sua capacidade de pressão, para reivindicar benefícios para a escola, seriam, também, superiores ao do diretor isolado.
A democratização da gestão por meio do fortalecimento dos mecanismos de participação na escola, em especial do Conselho Escolar, pode-se apresentar como uma alternativa criativa para envolver os diferentes segmentos das comunidades local e escolar nas questões e problemas vivenciados pela escola. Esse processo, certamente, possibilitaria um aprendizado coletivo, cujo resultado poderia ser o fortalecimento da gestão democrática na escola.
Nesse processo, o conhecimento e o redimensionamento da legislação, visando garantir reais possibilidades de participação e organização colegiada, são fundamentais para a garantia da democratização das relações e do poder na unidade escolar. Por outro lado, fortalecer instâncias de participação, como o Conselho Escolar, buscando formas de ampliar a participação ativa de professores, coordenadores, orientadores educacionais, estudantes, funcionários, pais de estudantes e comunidade local é muito importante para a efetivação de um processo de gestão inovador que expresse, a cada dia, as possibilidades de construção de uma nova cultura escolar.

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Atributos da liderança

OS 12 MAIORES ATRIBUTOS DA LIDERANÇA

"Liderança" é um tema que vem sendo discutido desde os mais remotos tempos pelo homem. Ser líder, formar líderes, parece ser um desafio constante do homem e das organizações. Aqui vão alguns resultados de pesquisa feitas na Europa com mais de 500 executivos de todos os tipos de industria. Essa pesquisa é muito interessante. Ela mostra coisas simples, objetivas e fornece conselhos úteis para todos nós que desejamos vencer, alcançar o sucesso pessoal e profissional.
Espero que a leitura atenta destas descobertas e seus comentários possam trazer benefícios reais aos leitores.
DISPOSIÇÃO PARA TENTAR O QUE NÃO FOI TENTADO ANTES

Nenhum empregado deseja ser guiado por um administrador a
quem falte coragem e autoconfiança. É o estilo de liderança positiva aquele eu ousa nas tarefas e se vale de oportunidade não tentadas anteriormente.
Um Gerente de Vendas bem sucedido irá às ruas e venderá junto com seus vendedores quando o mercado está difícil ou quando o pessoal de vendas encontrar-se sob extrema pressão. Tal gerente sabe que se arrisca a tornar-se impopular. Contudo, ao liderar pelo exemplo, manterá a motivação da equipe.

AUTO MOTIVAÇÃO
O Gerente que não consegue se auto-motivar não tem a menor chance de ser capaz de motivar os outros.
UMA PERCEPÇÃO AGUDA DO QUE É JUSTO
Esta é uma grande qualidade de um líder eficaz e a fim de ter o respeito da equipe, o gerente deve ser sensível ao que é direito e justo. O estilo de liderança segundo o qual todos são tratados de forma justa e igual sempre cria uma sensação de segurança. Isso é extremamente construtivo e um grande fator de nivelamento.
PLANOS DEFINIDOS
O líder motivado sempre tem objetivos claros e definidos e planejou a realização de seus objetivos. Ele planeja o trabalho e depois trabalha o seu plano coma participação de seus subordinados.
PERSEVERANÇA NAS DECISÕES
O gerente que vacila no processo decisório mostra que não está certo de si mesmo, ao passo que um líder eficaz decide depois de ter feito suficientes considerações preliminares sobre o problema. Ele considera mesmo a possibilidade de a decisão que está sendo tomada vir a se revelar errada.

Muitas pessoas que tomam decisões erram algumas vezes. Entretanto, isto não diminui o respeito que os seguidores têm por elas. Sejamos realistas: um gerente pode tomar decisões certas, mas um líder eficaz decide e mostra sua convicção e crença na decisão ao manter-se fiel a ela, sabendo, no entanto, reconhecer quando erra. Assim, seu pessoal tem força para sustentar aquela decisão junto com o gerente.
O HÁBITO DE FAZER MAIS DO QUE AQUILO PELO QUAL SE É PAGO
Um dos ônus da liderança é a disposição para fazer mais do que é exigido do pessoal. O gerente que chega antes dos empregados e que deixa o serviço depois deles é um exemplo deste atributo de liderança.
UMA PERSONALIDADE POSITIVA
As pessoas respeitam tal qualidade. Ela inspira confiança e também constrói e mantém uma equipe com entusiasmo.
EMPATIA
O líder de sucesso deve possuir a capacidade de colocar-se no lugar de seu pessoal, de ser capaz de ver o mundo pelo lado das outras pessoas. Ele não precisa concordar com essa visão, mas deve ser capaz de entender como as pessoas se sentem e compreender seus pontos de vista.
DOMÍNIO DOS DETALHES
O líder bem sucedido entende e executa cada detalhe do seu trabalho e, é evidente, dispõe de conhecimento e habilidade para dominar as responsabilidades inerentes à sua posição.
DISPOSIÇÃO PARA ASSUMIR PLENA RESPONSABILIDADE
Outros ônus da liderança é assumir responsabilidade pelos erros de seus seguidores. Caso um subalterno cometa um erro, talvez por incompetência, o líder deve considerar que foi ele quem falhou. Se o líder tentar mudar a direção dessa responsabilidade, não continuará liderando e dará insegurança a seus seguidores. O clichê do líder é: "A
responsabilidade é minha".
DUPLICAÇÃO
O líder de sucesso está sempre procurando maneiras de espelhar suas habilidades em outras pessoas. Dessa forma ele faz os outros evoluírem e é capaz de "estar em muitos lugares diferentes ao mesmo tempo".
Talvez este seja um dos maiores atributos de um líder: ser capaz de desenvolver outros lideres. Pode-se julgar um líder pelo número de pessoas em que ele refletiu os seus talentos e fez evoluir.

UMA PROFUNDA CRENÇA EM SEUS PRINCÍPIOS
A expressão "A menos que batalhemos por alguma causa, nos deixaremos levar por qualquer causa" resume bem a importância de ter-se uma causa pela qual valha a pena viver e trabalhar. Nada cuja aquisição tenha valor é muito fácil. O líder de sucesso tem a determinação de atingir objetivos não importando os obstáculos que surjam pelo caminho. Ele acredita no que está fazendo com a determinação de batalhar por sua realização.

Minha sugestão é a de que você leia uma, duas ou três vezes cada um desses atributos e medite cada um deles à luz de sua própria realidade como um profissional que tem a função de gerenciar, comandar, liderar pessoas. Detenha-se sobre cada um dos atributos e dê a você mesmo uma nota de zero a 10 em cada um deles, fazendo um propósito de auto–aperfeiçoamento. Repita essa auto-avaliação semanalmente